RPG na gestação e no pós-parto

A gravidez muda o corpo inteiro em poucos meses: o peso vai para a frente, a lombar acentua a curva, as costelas se abrem, o diafragma sobe. Nada disso é defeito — é adaptação. O trabalho postural entra para que essa adaptação custe menos dor.

Sala de atendimento individual no consultório do Campeche
Atendimento individual, com hora marcada, no consultório do Campeche.

O que acontece com a postura na gestação

Conforme o útero cresce, o centro de gravidade se desloca para a frente. Para não cair, o corpo responde: a lombar aumenta a curvatura, os ombros vão para trás, a base dos pés se alarga. A musculatura que sustenta tudo isso passa a trabalhar em um regime novo, e é daí que vem boa parte das queixas — lombar, região pélvica, costelas e pernas.

Some a isso a relaxina, o hormônio que aumenta a frouxidão dos ligamentos para preparar o parto: as articulações ganham mobilidade e perdem estabilidade ao mesmo tempo.

Queixas que costumam aparecer

Fale com o seu obstetra antes

O acompanhamento fisioterapêutico na gestação é feito em conjunto com o pré-natal. Procure o obstetra imediatamente se aparecer:

  • sangramento, perda de líquido ou contrações regulares antes do tempo
  • dor abdominal forte ou febre
  • redução dos movimentos do bebê
  • pressão alta, dor de cabeça persistente ou alteração visual

A liberação médica é o ponto de partida para começar ou retomar as sessões.

Como são as sessões

  1. Avaliação com a fase em conta

    O que muda entre o segundo e o terceiro trimestre não é pouco. A avaliação considera a semana, as queixas e a liberação do obstetra.

  2. Posições confortáveis

    As posturas são adaptadas: sentada, de lado, com apoios. Nada que aumente a pressão sobre o abdome.

  3. Respiração e assoalho pélvico

    Trabalho de consciência respiratória e da musculatura do assoalho pélvico, com orientação para o parto e para o pós.

  4. Orientação para o dia a dia

    Como levantar da cama, sentar no chão, carregar peso e dormir com menos desconforto.

Depois do parto

Com a liberação médica, o foco muda: reorganizar a postura que o corpo assumiu nos últimos meses, recuperar o controle da musculatura abdominal — avaliando se há diástase — e cuidar da coluna de quem agora carrega um bebê no colo várias vezes por dia, amamenta em posições nem sempre boas e dorme pouco.

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Perguntas frequentes

A partir de que semana posso começar?

Não existe uma semana única. O que vale é a liberação do seu obstetra e uma gestação sem intercorrências. Muitas mulheres procuram no segundo trimestre, quando a lombar começa a reclamar, mas o acompanhamento pode começar antes.

É seguro fazer RPG grávida?

As posturas são adaptadas à fase da gestação, sempre dentro do que é confortável e com liberação do obstetra. Nada de posição de barriga para baixo ou de esforço que aumente a pressão abdominal.

Dor pélvica na gravidez é normal?

É frequente, mas frequente não quer dizer que você precise aguentar. Vale avaliar: em boa parte dos casos dá para melhorar bastante o conforto com ajuste de carga, orientação e trabalho manual.

Quando posso voltar depois do parto?

Depois da liberação médica na consulta de revisão, que costuma ocorrer entre 30 e 45 dias, variando com o tipo de parto e com a recuperação.

O que muda no pós-parto?

A prioridade passa a ser a recuperação da postura e do controle abdominal, com atenção ao esforço de carregar o bebê e amamentar — que é onde a coluna costuma sofrer nessa fase.

Dra. Joyce Lino Alvares · Fisioterapeuta · CREFITO-10 41210-F Consultório no Campeche, Florianópolis · formação e atuação Atualizado em